15 novembro, 2017

Descontos na Tiketa é com a Hortelã Pimenta!


Entre fraldas, xuxas, mano grande, mano pequeno, banhos, cremes e afins (já estou com pena de mim!), ainda consigo pensar em todos vós, meus rebentos de hortelã!
O Natal está a chegar e, tal como referi ontem, é preciso rever o material escolar da maltinha!
Há lápis que já são só cotos, cadernos sem ponta por onde se lhe pegue, canetas sequinhas que sei lá.
"E eu que tive tanto trabalho a identificar tudo em setembro." - estão vocês a pensar
Pois bem não desesperem. 
Em todas as encomendas feitas em www.tiketa.pt, terão um desconto imediato de 15%. 
para isso basta usarem o código TIK8ML15.
E já sabem, se a Tia Gertrudes resolver oferecer um casaco ou uma camisola ao petiz aí de casa, pumba toca a identificar. É da maneira que não vai para a pilha dos perdidos lá da escola!
A Tiketa também lançou  um sistema de pontos de recompensa! 
A funcionalidade atribui pontos às encomendas feitas, mas também, e atenção, a Tiketa fez questão de garantir que todas as encomendas que foram feitas nos últimos meses (desde Junho para cá, para apanhar a altura do regresso às aulas) também tivessem direito a pontos! 
Por isso, quem encomendou tiketas desde junho tem, na sua conta cliente, uns pontinhos acumulados, que pode converter em descontos em encomendas futuras. 
Para consultar os pontos disponíveis só têm que aceder à conta cliente no site e consultar o separador "Pontos de recompensa". 
Como diz a senhora da massa: "O que é nacional é bommmmmm!"



06 outubro, 2017

Da Novex: Serum Capilar Frutas Cítricas

Aqui há umas semanas recebi o serum capilar de frutas cítricas da Novex!
Quando somos convidadas a participar num programa de experiência de produtos, acredito que o que mais importa é dar a nossa opinião sincera acerca daquilo que testamos.
Até hoje todos os produtos da Novex cumpriram aquilo que prometem.
Este produto especificamente não teve o alcance a que se propõe no meu cabelo.
Tem um cheiro ótimo, a sensação depois de aplicar o spray é maravilhosa, quase que entro em modo zen, de tão fresco que é!
Mas o que é facto é que não notei alterações das várias aplicações que fiz e note-se que tenho o cabelo oleoso, lavo-o dia sim, dia não.
Talvez tenha que ver com o facto e não ter usado o shampoo da mesma gama.
De qualquer maneira sou a excepção que não faz o todo, o que acontece comigo, não tem necessariamente que acontecer com o resto da população com cabelos oleosos!!
Vou continuar a usá-lo porque apesar de não controlar a minha oleosidade, deixa-me o cabelo com um aspeto saudável e nutrido!
Para mais informações acerca do deste produto cliquem aqui. No site da Embelleze encontrarão tudo acerca deste spray bem como de tantos outros produtos!

Novex



21 setembro, 2017

Mochila já cá canta!

O Manel já tem mochila e tudo graças ao carinho desmesurado do Cantinho dos Hobbies!
Obrigada Isa! 
Não é obrigação nenhuma quando digo que, o carinho que dedicas aos teus trabalhos é enorme e que a perfeição com que os entregas é inultrapassável!
Já te disse que gosto de ti!?

Mochila


Mochila


Mochila



01 setembro, 2017

Voltei, mas fiquei lá!

Texto escrito ontem para a página Bairrada

Hoje é o último mês de agosto.
É o mês de quem labuta fortemente por outra terras. É o mês de matar as saudades, é o mês de as por a zero!
Só quem andou lá por fora sabe o que este retorno significa.
Eu lá andei. Não fiz uma emigração dura, mas também não fiz uma emigração relaxada. Mas fiz sem duvida uma emigração fantástica.
De certo modo a vida encarregou-se de me enviar para lá.
Jamais me imaginei a viver num sitio assim. Todos me davam o prazo de 3 meses até voltar com o rabinho entre as pernas.
É longe, é diferente, tem outra cor, tem outro calor. É São Tomé e Príncipe.
Como na maior parte das famílias, também eu tenho tios e tias que andaram por terras de África num outro tempo.
Confesso que as histórias sempre me fascinaram, mas nunca entendi a intensidade das palavras até ser eu própria a experienciá-las!
África dá-nos duas opções: ou se ama, ou se odeia.
Não se gosta mais ou menos, não se fica porque tem que ser.
A primeira vez que fui, foi de férias, já sabia que aquele era o meu destino num futuro próximo.
O primeiro impacto foi horrível. Um calor insuportável, o aeroporto era o caos! Havia dezenas e dezenas de miúdos que já me chamavam, que já sabiam quem eu era. Como é que era possível? Fui batizada ali mesmo de “Maria, a branca mulhé di Miguel”.
E pela cabeça só me passava “Ó meu Deus que eu não fui feita para isto. Bem me avisaram que vir para aqui com um bebe de 9 meses não era boa ideia...”
Nesse dia à noite decidi que regressava no próximo avião para Portugal. Mal eu sabia que só havia voo daí a uma semana!!
O calor continuava insuportável, não baixava nem de noite e, ouro sobre azul, faltava a luz de 5 em 5 minutos. Era a loucura.
Depois de descansar de uma viagem de 6 horas feita durante a noite, lá resolvi dar uma oportunidade à cidade.
Durante as três semanas que lá estive foi indiscutível que o amor por aquela gente e por aquela terra nasceu e cresceu. Regressei a Portugal e passados uns meses fiz as malas de vez e fui!
Não é fácil viver em São Tomé. A ideia que tive foi que andei 50 anos para trás sem sequer ter 40 de idade.
O ritmo de vida é feito de leve-leve que é como quem diz devagar, devagarinho.
Todas as faltas que existem, quer sejam lojas, boas farmácias ou só o simples facto de poder beber água da torneira, são colmatadas com a simpatia desmesurada do nosso vizinho, com as músicas que nos fazem bater o pé a qualquer momento, com os cheiros e sabores que se vão entranhando.
São roças sem fim cheias da nossa história, é o cheiro do café, a água de coco que sabe tão bem, é provar as iguarias da terra sob o olhar atento do amigo de lá, que se ri espontaneamente com a nossa reação.
São todas estas coisas boas que nos ajudam a superar a degradação do país que parou após a independência. Ruas esburacadas, estradas que se foram recompondo ao longo dos tempos, as roças infindáveis, deslumbrantes, cheias de encanto e que estão por um fio. As faltas de luz constantes, as baratas, osgas, formigas monstruosas… enfim um sem número de coisas!
Mas depois penso, se esta gente é tão feliz, porque é que eu hei-de andar aqui inconformada?
Ouvi muitas histórias boas sobre o tempo dos portugueses, muita gente me dizia que no tempo do branco é que era. Falei com muita gente mais velha. Umas vezes orgulhei-me outras, enrolei-me de vergonha. Nunca fui discriminada, pelo contrário sempre fui muito acarinhada. Aprendi muito, aprendi a viver sem o consumismo por exemplo. Fiz amigos para a vida que se riam de quando me coçava por causa dos mosquitos e ficava com a pele vermelha.
Em São Tomé andamos seguros e sem medo a qualquer hora do dia ou da noite!
De amanhã é a altura ideal para ir à frta. As senhoras da fruta já me conhecem e com aquele sotaque aberto e a carregar nos “erres”, chamam-me: “Márrrrriiiaaaa, Ámiga, vem, tem do maracujá qui você gosta” E tinham sempre, as malandras sabiam que eu não resistia!
Depois lá apareciam os miúdos a pedirem umas dobras para sei-lá-para-quê.
 O peixe aparece-nos à porta de casa, a fruta pão apanhamos no jardim e lá se faz uma refeição de bradar aos céus!
Infelizmente há coisas que não conseguimos contornar. Se São Tomé é dos sítios melhores para se criar um filho, é também o sitio que me fez andar com o coração nas mãos várias vezes. Infelizmente o sistema de saúde é caótico. E foi isso que me fez ponderar o regresso.
O meu filho veio rijo que nem um pêro! Comeu muita terra, andou sempre de pé no chão, durante dois anos, entre idas e vindas, foi 100% Santomense.
Regressei também cheia de saudades para matar. Das primeiras coisas que fiz foi pegar no carro e ir pela autoestrada, até Coimbra a cortar o céu azul que sós nós temos.
Voltei, mas vos garanto que parte do meu coração ficou lá!!